Roda, pé, roda, pé...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

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Vamos lá fazer uma joranada a Lisboa...
... para inflaccionar a cabeça de quem escreveu estes rodapés do telejornal da RTP1 de há 3 dias atrás (sim, eu sou mesmo muito preguiçoso)

Srª Fátima, de que cor é a sua roupa interior?

domingo, 12 de abril de 2009

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in WEHAVEKAOSINTHEGARDEN


As funcionárias da Loja do Cidadão de Faro, inaugurada a 3 de Abril, foram proibidas de usar saias curtas, decotes, saltos altos, roupa interior escura, gangas e perfumes agressivos.


in Público (negrito adicionado por mim)


A notícia de anteontem não podia ter mais piada. Aliás, é das coisas com mais piada que ouvi nos últimos tempos.

Uma coisa que quero por já clara e que não estou a dizer que as referidas funcionárias devam atender os clientes com roupa dita "ousada". Como a MariaEduarda diz, e bem: "acho que se têm contacto com o público deviam ter uma farda qualquer. podia ser super simples, mas uma roupa que tivessem todas igual!". Ora, que mal têm os saltos altos? Que eu saiba, não expõem nada. E a parte das cuecas é verdadeiramente hilariante. As funcionárias da Loja do Cidadão com certeza não andam com elas à mostra. A não ser que tivessem saias transparentes, mas essas só aparecem nas exibições de moda. Tendo em conta que o Sócrates é considerado o sexto homem mais elegante do mundo (ou coisa semelhante), explica-se a existência de tal medida.

Isto preocupa-me. Não tanto pelos arzinhos do salazarismo que, alegadamente, andam por aí, mas sim pelo futuro estado do nosso país. Se o Sócrates pensa que Portugal é uma exibição de moda, então, um dia destes, pintam as passadeiras todas de vermelho. (O sangue que se espalha nelas todos os dias, por essa altura, já terá feito muito do trabalho.). O que colocaria o nosso país na linha da frente da inovação no que à sinalização rodoviária diz respeito, e nos tiraria a possibilidade de criticar o facto de sermos um país atrasado. Interessante.

Especialmente a forma como se passa de cuecas pretas a passadeiras vermelhas.

A verdadeira Ministra da Educação, mais conhecida por Milú, Marilú, ou Lurdinhas

quinta-feira, 2 de abril de 2009

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modificação muito pouco imaginativa da autoria de The Purple Teen Wizard

A numerologia de alguns telemóveis da Nokia

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Como toda a gente sabe, as férias da Páscoa já começaram há 4 dias. Portanto, é tempo de, para além do acontecimento incrível relativamente ao Magalhães, que foi referido ontem, falar de uma coisa diferente.
Tive esta ideia hoje, e agora vou pô-la em prática:

Nokia 5300 - Um telemóvel que não permite ao seu dono descansar. Unirá todo o mundo como uma rede pacífica de pessoas. Ideal para quem gosta de olhar para enxames de abelhas.

Nokia 5320 - As mesmas características do 5300, mais o poder de unir as pessoas no meio das maiores discórdias.

Nokia 6600 - Um telemóvel recomendado para pessoas extremamente sérias e sem qualquer sentido de humor.

Nokia 6630 - Muito similar ao 6600, mas providencia ao seu dono uma maior união com as outras pessoas, para além de poder neutralizar qualquer sentido de humor da pessoa.

Nokia N95 - Aquele que possuir este telemóvel possuirá o poder de mudar tudo o que muito bem quiser no mundo. Recomendado para utópicos e idealistas.

Nokia 1100 - Apropriado para pessoas extremamente fechadas, zangadas, mal-dispostas, deprimidas, e agressivas. Triplica o poder dos murros e quintuplica o dos pontapés.

Vertical sejas, ó Magalhães

segunda-feira, 30 de março de 2009

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(no comments)

O primeiro post BOF sobre xadrez

sábado, 28 de fevereiro de 2009

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Desafio: esta posição é possível num jogo de xadrez?
(Sugestão minha: desafie os seus leitores também.)

Votem no "votador" ao lado!

O estranho caso das leituras enjoatórias

domingo, 15 de fevereiro de 2009

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Muitas vezes, criticam-me por defender ideias que não passam de mera utopia (Argumento que eu considero bastante questionável. Mais tarde falarei do assunto). Porém, aqui, o assunto tem tudo de prático e muito pouco de teórico.

Os Maias, de momento, estão parados a meio do capítulo XI, o que significa que tenho que ler mais sete capítulos e meio (umas poucas 350 páginas) até acabar aquilo. A ficha de leitura é no princípio de Março, o que significa que tenho cerca de meio mês para ler o livro.

Fosse este outro livro qualquer, um que eu tivesse, de facto, escolhido ler, esse tempo chegaria e sobraria para o efeito. Porém, não é esse o caso aqui. Eu nunca quis ler Os Maias. Ora, como eu já disse, é impossível estar motivado quando se faz algo à força – o que, aqui, significa que não só leio mais devagar, como leio menos de cada vez. O tamanho do livro (mais de 700 páginas) desencoraja ainda mais a leitura.

Pior, como eu prefiro ler livros em série, isto é, um de cada vez, até ler Os Maias não tenho oportunidade de ler mais nada. E isto é que me massacra a alma. Eu tenho uns quantos livros que já comprei há algum tempo, alguns talvez até no ano passado (um deles foi-me oferecido por escolha minha no Natal: A Viagem do Elefante de Saramago). Ainda não os li! Por que será? Por causa daquele livro maldito. Ora, isto já ilustra a completa estupidez que são as leituras obrigatórias. Senão vejamos:

  • Como todas as pessoas são diferentes, é altamente benéfico para elas seguirem os caminhos da sua preferência (ideia que não tem necessariamente de estar restrita às leituras);
  • Em pessoas da minha idade (incluindo eu mesmo) a imposição tende a causar aversão, o que vai contra até mesmo os objectivos da leitura obrigatória;
  • Como eu também já disse na minha crónica Ler menos também era capaz de ser boa ideia, há dois tipos de pessoas – as que lêem e as que não lêem: no fundo, estes dois tipos correspondem aos indivíduos que apreciam a leitura e aqueles que preferem outras actividades. Forçar os segundos a ler é inútil, atendendo ao ponto anterior, e pode levar a que a pessoa não queira, mais tarde, começar a ler, com base na sua experiência (Isto é apenas uma conjectura, e conheço casos de pessoas que, tendo lido um livro na escola, só gostaram dele mais tarde). Impor leituras a quem já lê só é prejudicial, sendo eu mesmo a prova viva desse facto. Tenho lido pouquíssimo ultimamente à custa daquele calhamaço de setecentas páginas e da vontade infinitesimal (e que continua a diminuir) que eu tenho de o ler. Ou seja, eu, na verdade, estou a ler menos do que leria se não tivesse este empecilho no caminho – e a ficar infeliz por isso. Quando ter um livro para ler faz com que nos sintamos mal, é sinal de que algo se passa de muito errado.

Mais triste ainda é saber que estes problemas poderiam até ser minorados grandemente com uma simples medida: limitar o tamanho das leituras obrigatórias a, digamos, umas 200 páginas. Pela minha experiência, mesmo na ausência de uma motivação, é possível ler um livro desses em poucos dias. Assim, pegava no livro, lia, fechava, e mesmo com glossário e biografia, rapidamente poderia partir para outro livro.

Dadas as nefastas consequências, torna-se cada vez mais difícil compreender por que diabo existe este tipo de leituras, e, especialmente, por que é que as pessoas continuam a insistir nelas mesmo quando chamadas à razão. Lamento estar a dizer isto de algumas dessas pessoas, mas, para ver a realidade fundamentada como eu a fundamentei e continuar a não a aceitar, é mesmo preciso ter uma grande falta de bom senso.

Bem, eu agora penso publicar tudo isto no blog, e aproveito para fazer um pequeno comentário. Esta situação já grassa há bastante tempo, e, desde a última vez que escrevi acerca do assunto, não foi resolvida. Normalmente, seria ligeiramente tolo estar a falar duas vezes do mesmo assunto – mas a gravidade da situação assim o exige, pelo que há que sacar da liberdade de expressão (que, felizmente, ainda temos) outra vez.

Assim sendo, nada mais me resta acrescentar do que a consequência última e mais recente de todo este descalabro. Tal é a indisposição que me provoca saber que poderia ter tido muito mais prazer a ler se tivesse lido os livros que escolhi, que já estou a ficar com bastante vontade de pôr o calhamaço na prateleira de vez e passar às leituras que, de facto, me enriquecem e me dão vontade de ler mais.

Ler mais. Engraçado... onde terei eu lido essa frase?